17/05/2012

Quando o foco é o cliente



Por: Chrystina Huskey
Todos os dias, escutamos que efetuar a venda não é o único papel de uma empresa e de sua equipe de vendas.
Infelizmente, muitas empresas ainda pensam dessa forma, algumas persistem em pressionar os seus colaboradores na maximização das vendas, esquecendo que a satisfação e o relacionamento de longo prazo com os seus clientes é o que sustenta o negócio e mantêm as portas abertas.
Passamos da era baseada em transação para a interação e a compreensão das necessidades do cliente. Quando começamos a ouvir, a interagir com o cliente, como se ele fosse um amigo que acabou de chegar a nossa casa é que realmente nos aproximamos dele e iniciamos um relacionamento, que deverá ser cultivado para que se mantenha (como ocorre com qualquer outro tipo de relacionamento).
Ao abrir a porta da sua casa para um amigo, que foi previamente convidado, a primeira coisa que você faz é sorrir e estabelecer o contato olho no olho; chama-o pelo nome e convida-o a entrar, buscando deixá-lo à vontade na sua casa; amigos conversam e tentam ter momentos prazerosos. Quando o amigo vai embora, você o agradece por ter vindo.  Por que não criarmos este mesmo relacionamento com o nosso cliente?
Faça uma lista dos motivos que o levam à sua casa.  Será que ter alguém que possa escutar e dividir com ele experiências e situações da vida, compartilhar um ambiente agradável e acolhedor, tomar uma cerveja ou um café, celebrar, criar boas memórias são as razões que o levam a comparecer?
Agora, vamos transportar esta situação para o seu negócio, para a sua loja, qual é a lista que o cliente tem que faz com ele faça uma visita ou retorne a sua empresa para gastar o dinheiro que é tão difícil de ganhar?  Seriam os serviços extras que a sua empresa oferece, estacionamento fácil e/ou gratuito, correções na mercadoria sem custos, o cafezinho gratuito, um copo d’água, ambiente limpo e agradável, uma política de retorno sem complicações, uma equipe feliz e satisfeita pronta para atendê-lo?
O que faz uma empresa focada no cliente, onde todos na organização agem ao redor das necessidades do cliente e estão preocupados em satisfazer às expectativas dele?
Uma empresa focada no cliente possui colaboradores que estão mais interessados em conhecer os seus clientes do que conhecer os benefícios e as características do produto. O comprador e o vendedor devem trabalhar juntos para personalizar a compra, isto quer dizer que o comprador compra o que o cliente está querendo comprar e não o que a empresa quer vender.
Mas, como o comprador pode escolher o produto apropriado para o seu público alvo se ele nunca interagiu com o cliente? Isto somente é viável quando todos da organização escutam o cliente e aprendem com ele, porque o cliente vai dizer o que ele gosta ou não gosta.
O marketing colabora com a equipe de vendas e com a gerência na comunicação com o cliente para a manutenção de um relacionamento de longo prazo, cria campanhas promocionais, interage e prepara a equipe de vendas para receber o cliente.
Um vendedor que tem o foco no cliente, durante o processo de venda, desenvolve técnicas simples que favorecem o relacionamento duradouro com o cliente, como por exemplo: sorrir, manter contato olho-no-olho, apresentar-se e perguntar o nome do cliente e, no decorrer do atendimento, fazer perguntas que vão auxiliar a eficácia na apresentação da mercadoria. Agradecer pela visita e convidar a retornar.
E, antes de pensar na comissão que ganhou com a venda, o vendedor se sente satisfeito em ter desenvolvido um relacionamento pessoal e profissional com o cliente.  É tudo isso que propicia a sua auto-motivação, porque ele se sentiu útil, gerou um momento prazeroso para ambas as partes.
O cliente por sua vez espera mais do que uma ótima localização, bons preços, produtos de qualidade, e um ambiente agradável.  Ele almeja um atendimento amigável, um interesse pessoal, uma empresa que faz com que ele se sinta especial, atitudes positivas e sem complicações.  Um ambiente honesto que esteja agradecido pelo negócio estabelecido, pela compra efetuada.
Mais uma vez, será que é tão fora de cogitação oferecer isto ao nosso cliente, uma excelência no atendimento?  Será que os seus colaboradores sabem das expectativas dos clientes e da empresa?  Estão treinados e orientados para este fim, comprometidos com o sucesso da empresa e com o sucesso pessoal?

14/05/2012

61% dos brasileiros querem parcelar compras em 2012, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros pretendem parcelar a maior parte das compras de bens de consumo em 2012, mostra pesquisa realizada pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e pelo Instituto Data Popular. Segundo o levantamento, 61% dos brasileiros desejam comprar a prazo, enquanto 39% declararam querer fazer compras à vista.

A pesquisa aponta ainda que os três produtos mais desejados pelos brasileiros em 2012 são: celular (por 37 milhões de pessoas), notebook (32,4 milhões) e tablet (25,6 milhões).

"A maioria prefere parcelar as aquisições de notebooks e tablets. Em relação à compra de celulares, a preferência é pelo pagamento à vista", afirma o economista-chefe da Acrefi, Nicola Tingas.

De acordo com a pesquisa, tanto as classes A e B quanto as emergentes (C, D e E) declaram que pretendem comprar a maioria dos bens a prazo em 2012. "Apenas para os casos de fogão e jogo de quarto, pagamento à vista é o preferido", afirma o sócio-diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles.

A pesquisa "Desejos de Consumo do Brasileiro em 2012" foi realizada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, com 1019 entrevistados de todo o país.

Financiamento de veículos

O levantamento também indica que o financiamento é a modalidade preferida para aquisição de automóveis. Segundo apesquisa, 1,7 milhões de brasileiros pretendem adquirir uma motocicleta nova ou usada esse ano. Quanto à utilização do financiamento para aquisição, 86,8% dos entrevistados das classes C, D e E pretendem optar por essa modalidade de pagamento, enquanto a adesão das classes A e B é de 78,4%.

Quanto a automóveis, 8,5 milhões de brasileiros afirmam pretender comprar esse ano um carro novo ou usado. Nessa modalidade, o percentual de consumidores das classes emergentes que pretendem optar por financiamento é de 71,5%, enquanto que intenção da alta renda é de 75,3%.

O financiamento bancário é considerado a via de aquisição de veículos preferida das classes emergentes, com a adesão de 40,8%. Em seguida, vem o pagamento à vista (33,9%), financiamento da loja (12,7%), leasing (7%) e consórcio (5,7%). Na alta renda, o financiamento bancário representa 33,5% dos pagamentos para aquisição de veículos, enquanto o pagamento à vista responde por 44,2%. Em seguida, o financiamento da loja (11,7%), leasing (7,6%) e consórcio (2,9%).



Fonte: G1

10/05/2012

Fui às compras com minha mulher. Relatos de um observador

Bruno Mello
Mais do que nunca, o ponto de venda exerce um poder fundamental e, neste cenário, os vendedores se destacam. Sua equipe cria desejos desesperados ou deixa a decisão de compra totalmente nas mãos do cliente?

Recentemente tenho observado, empiricamente, o comportamento de compra da minha esposa de forma natural. Como jornalista e profissional de Marketing, é impossível ficar alheio ao que acontece a sua volta, especialmente quando o assunto é consumo. Duas ocasiões de compra são simples e mostram como a abordagem de um vendedor treinado pode alavancar o faturamento. Na outra ponta, em outro momento de compra, percebemos como a desorganização de uma loja joga contra a marca.

Vamos a ela. Lojas Americanas. O mal exemplo. Minha esposa estava à procura de um esmalte. É uma cor que só deve existir em um guia pantone com milhares de cores. Mas, como esta indústria se reinventou nos últimos anos, é certo que realmente exista. O problema é achar a bendita cor. Este, aliás, tem sido um problema.

Antigamente, com poucas opções, as mulheres não ficavam perdidas, horas e horas, em meio a centenas de cores para escolher por apenas uma, duas, três... Mas a Lojas Americanas é um exemplo de como ajudar a consumidora a achar o que deseja. Veja como eles expõem estes produtos no ponto de venda na foto ao lado. Fácil, fácil de encontrar. “Olha só, impossível de achar qualquer coisa aqui. Não vou nem procurar”, reclamou a minha esposa.

Ok. Eram produtos em promoção. Ponta de estoque nunca tem lugar privilegiado nas lojas. Mas precisa ser assim? Outro belo exemplo é a Zara. Somente uma pessoa com muita paciência e muito desejo de compra para poder ficar horas e horas procurando pelo seu número ou cor favorita em meio a uma bagunça. Bagunça, aliás, que é característica das Lojas Americanas e das lojas de departamento em geral. É preciso deixar claro que quem procura por custo-benefício e promoções também merece uma loja no mínimo arrumada. Sobretudo nos novos tempos onde o ponto de venda é um local de experimentação.

Venda num piscar de olhos.  
Mais do que nunca, hoje a loja também exerce uma função de grande importância na decisão de compra. Neste cenário, os vendedores se destacam. Bem treinados, eles podem fechar pedidos num piscar de olhos com argumentos de venda conhecidos por nós, porém, pouco praticados da forma correta e muitas vezes usados de forma exagerada. E aqui entramos nos dois casos bem sucedidos.

O primeiro, na Josefina Rosa Cor. Embora sedenta por mais um sapato, aparentemente minha esposa não queria gastar. “Olha! Aqui tem aquele sapato que está na moda, mas não vou comprar não”. Mas, claro, ela experimentou o modelo. “Ficou ótimo, não acha?”. Olha daqui, olha dali, roda um pouco mais na loja, analisa outros produtos e deixa a dúvida no ar. “Ah, eu gostei bastante, mas acho que não vou levar não”. Pausa para a fala da vendedora: “Este é o último 37”. Resposta rápida de minha esposa: “Ah...”. Aí, o marido que não aguenta mais andar pelo shopping diz: “Compra então!”. “Tá, vou levar”. E, no ínterim antes de pagar, pausa para ver um cinto. E aí, entra a caixa. “Se você complementar com apenas X reais você ganha mais pontos no seu programa de fidelidade”. Pronto. Não preciso dizer o que aconteceu.

E aconteceu de novo quatro dias depois na Arezzo. Procurando agora pelo tênis da moda, eis que ela acha “O mais incrível!”. Culpa do marido. Por sugestão minha ela entrou na loja. Afinal, a Arezzo não tem foco em tênis. Mas o produto é o da moda. Então, ela tem. E está tanto na moda que, segundo a vendedora, não estava nem exposto na vitrine nem no interior da loja. “Não podemos colocar porque tem lista de espera por ele”, afirmou. “Não estamos nem reservando mais”. Mas, “engraçado”, havia o número de minha esposa, estava disponível e, claro, foi vendido.

Ponto para os produtos que ditam moda e para os argumentos de venda bem feitos. Afinal, por mais desejo que minha esposa tivesse pelo sapato e pelo tênis, ela poderia ter desistido. Os fatores “última peça” e “raridade” pesaram muito. Criou-se um sentido de urgência que nem mesmo o fato do marido ter apoiado as aquisições teve peso na decisão de compra. O fator preponderante foram as vendedoras. Agora, eu te pergunto. Seus vendedores são assim? Seu produto gera desejo desesperado?

Fonte: http://mundodomarketing.com.br/canais/editorial/23718/fui-as-compras-com-minha-mulher--relatos-de-um-observador.html.
Postado por Bruno Mello - 10/05/2012

19/04/2012

Como se preparar para atender o mercado feminino


Postado por Cinthia Almeida - 18/04/2012

Cinthia Almeida
Não é de hoje que as mulheres vêm sendo objeto de estudo comportamental por institutos de pesquisas e empresas. Isto se deve ao fato do mercado feminino ser apontado como uma das mais acentuadas tendências de crescimento do mundo. No mês de março, em especial, empresas se voltaram para entregar campanhas direcionadas a elas, homenageando-as pelo 8 de março – Dia Internacional da Mulher.

Agora vem o Dia das Mães, dos Namorados e elas, as mulheres, comprando e consumindo como nunca. Mas o que as empresas têm disponível no mercado para entender essas mulheres e acertar no Marketing para elas? Como uma das ferramentas consolidadoras e impulsionadoras, a Internet tem sido uma das principais fontes não apenas de venda, mas também de análise e identificação de comportamentos característicos femininos, uma vez que a participação das mulheres neste canal é cada vez maior.

Entre tantas redes sociais hoje disponíveis, fóruns de discussão de interesses femininos e interações em blogs, é possível avaliar sob diferentes ângulos os perfis das mulheres que ali manifestam seus pensamentos, hábitos e atitudes. Mas a tática digital tem que ser alinhada com o conhecimento real de quem está por trás daquele perfil. Para isso é preciso entender a linguagem feminina, fatores neurocientíficos e também movimentos macros do mercado que identificam os comportamentos.

Algumas empresas já disponibilizam ferramentas que podem auxiliar os departamentos das companhias a entenderem profundamente o target mulher, seja ela consumidora ou shopper. Exemplos destes serviços são a Netnografia Feminina e o Woman Thinking, estratégias que têm o objetivo de ajudar as empresas a vivenciarem e interagirem com as mulheres.

A Netnografia Feminina trata-se de um estudo via web que analisa as interações entre as mulheres no mundo social online por meio de redes sociais, blogs, grupos de discussões, entre outros - para atender objetivos cruciais para as empresas, como:
• Mapear a percepção do público sobre uma campanha/ ação/ serviço/ produto/ evento/ etc;
• Conhecer hábitos e comportamentos da mulher;
• Identificar possíveis tendências de consumo;
• Buscar insights estratégicos para a empresa;
• Avaliar a reputação de uma marca;
• Evitar e/ou gerenciar crises de imagem;
• Medir e avaliar o boca a boca na web.

Já o Woman Thinking, com foco também no entendimento do comportamento feminino, é um workshop que coloca em prática os ensinamentos do famoso filme “Do que as mulheres gostam”. O projeto consiste em um dia de imersão no universo feminino em que equipes multidisciplinares da própria empresa são colocadas em uma sala para pensar com “a cabeça da consumidora” sobre determinados temas em questão.

Como resultado final, o exercício objetiva decifrar e direcionar as conclusões para que colaborem no processo de desenvolvimento de produtos, serviços e também nas ações de comunicação e Marketing para atingir o público alvo de forma mais assertiva. A intenção é que as melhores ideias já saiam prontas para serem executadas.

O mercado brasileiro ainda está amadurecendo nas possibilidades de segmentar seus públicos. Assim como o feminino existem outros mercados potenciais como a terceira idade, mulheres e homens solteiros, mães e gestantes, que ainda são pouco explorados se comparamos com os mercados de fora. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem mais de 100 consultorias especializadas nestes nichos.

Cinthia Almeida é diretora da Delas!
Mkt e Consultora de Marketing para PME

16/04/2012

Motivação não é movimento

Por: Ilma Lima
Motivação é um assunto bastante complexo e tem sido cada vez mais pesquisado para apoiar as decisões empresariais sobre o aumento da produtividade e dos lucros.  Maslow e Herzberg, estudiosos do tema, tratam do assunto de forma diferente, mas concordam dizendo que tudo o que fazemos é causado pelas nossas necessidades - quaisquer que sejam elas.
Essas necessidades têm cinco níveis na Pirâmide de Necessidades de Maslow. Os três primeiros níveis contém as necessidades básicas, as primordiais. São elas: 1) na base estão as necessidades fisiológicas: ninguém consegue viver sem ar, comida, repouso e abrigo; satisfeitas essas, viriam as de segundo nível - 2) as necessidades de segurança: precisamos de proteção contra o perigo ou privação para existir; 3) as necessidades sociais: de aceitação e inclusão em um grupo, que vão além do desejo de se fazer amizade, pois ser aceito em um grupo e sentir-se incluído nele favorece o saber conviver em sociedade.
 Em  plano mais elevado, as necessidades secundárias – 4) as necessidades do ego/eu (de autoestima): a reputação, o reconhecimento, o auto respeito, o amor; e 5) as necessidades de auto realização: a realização do potencial e a utilização plena dos talentos individuais.
Herzberg diferencia as três necessidades básicas (1, 2, e 3), como apenas higiênicas, isto é, existem para que tenhamos os cuidados indispensáveis ao funcionamento do corpo e servem para preservar a existência dos seres vivos. Estas nos colocam em ação, em direção à satisfação dessas necessidades para a manutenção da nossa vida. A isto Herzberg chama de MOVIMENTO. Porém, esse movimento em relação à satisfação dessas necessidades é algo temporário, e somente existe enquanto a causa estiver visível (a cenoura pendurada na frente do burro pra fazê-lo andar).
Segundo Herzberg, a MOTIVAÇÃO propriamente dita viria das necessidades secundárias de Maslow (4 e 5). Estas são consideradas como as motivacionais realmente e são peculiares aos seres humanos. Necessidades mais elevadas (4 e 5) são as que verdadeiramente nos conduziriam a patamares superiores como Ser e que dariam sentido à nossa existência como humanos – e não somente como ser animal.
Motivação é diferente e não funciona somente como motor para a ação (o movimento). Distintamente do movimento, que é uma energia instintiva para a preservação da vida animal, motivação é uma forma de energia psicológica, algo da alma e interno de cada um, é individual. Ninguém motiva ninguém – o que existe é a automotivação, que vem de dentro do ser - é o motivo que cada um de nós encontra, um significado da alma para a realização de algo mais elevado que só os seres humanos podem vivenciar. Alguém motivado vai dar o melhor de si demonstrando suas habilidades de forma bem-sucedida e produtiva. Com essa realização, a pessoa se recompensa no mais alto grau de motivação – a autorrealização, que nos influencia e impulsiona ainda mais, por nos causar um sentimento de prazer muito forte – e daí queremos bis – e isto não pára. Podendo ser um ciclo prazeroso e recompensador.
Ora, os empresários não querem animais ditos irracionais para trabalhar em suas empresas, querem humanos, seres racionais que possuem um cérebro mais evoluído para realizar tarefas que um animal (não humano) não poderia realizar. Não podemos ter a ilusão antiga de que queremos somente a mão de obra das pessoas, sem os corações e mentes. Já sabemos que não dá para excluir isso e, como antigamente dizíamos: “Deixe seus problemas na porta, não os traga para a empresa!”. E eu não diria também: “Deixe suas necessidades na porta e não os traga para a empresa!”.  Isso seria uma ingenuidade.
Se o decisor quer a manutenção, o desenvolvimento e o sucesso do seu negócio, deve considerar que favorecer a auto-motivação é importante e, sendo necessário ir além dos aspectos higiênicos que, conforme Herzberg, estes somente evitam que os empregados fiquem desmotivados e peçam demissão.
Sem dúvida nenhuma, a empresa deve suprir essas necessidades básicas de seus colaboradores: de bom ambiente de trabalho, bom salário, boas relações com as chefias e bons benefícios, só para falar das mais primordiais. Isso tudo é muito importante, mas não o suficiente. Os empresários devem disponibilizar aos seus funcionários, condições para que reconheçam o sentido do trabalho, o significado do que fazem para sua realização na vida. Enfim, tratá-los como seres evoluídos, pois eles com certeza responderão em forma de amar e respeitar a empresa, criatividade, inovações, bom tratamento aos clientes. Para isso, a grande sacada é descobrir o que motiva (ou auto-motiva) e inspira os colaboradores, porque isso funcionaria como uma chave para que ele desperte e descubra um significado para o seu trabalho, para a sua realização maior como ser humano.
Ilma Lima – mais de 25 anos conduzindo pessoas e grupos ao desenvolvimento pessoal e profissional; Psicóloga do trabalho e organizacional; consultora, palestrante e instrutora de treinamento; consultora da HQ Treinamento de Varejo.

04/04/2012

Páscoa: o que os consumidores buscam?



Por: Chrystina Huskey
Há 10 anos, quando passei a minha primeira Páscoa nos Estados Unidos, eu não pude perceber a diferença entre os costumes dos norte-americanos e dos brasileiros,  talvez porque nesta época eu ainda estivesse muito recente no País. 
A primeira coisa que me chamou a atenção, numa das minhas visitas ao Wal-Mart, foi que não havia aqueles ovos de páscoa maravilhosos, enormes, que temos nos supermercados brasileiros. Eu quero dizer corredores cheios de ovos de chocolate, de diversos tamanhos, expostos do chão ao teto. Aqui nos Estados Unidos o que temos, nessa época, além das barras de chocolate, comuns a qualquer época do ano no Brasil, são coelhos de chocolate e pequenos ovos pascais. Nada comparado à diversidade de formatos, tamanhos, cores e sabores, à qual o brasileiro está  acostumado.  
Uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil está na visão empresarial do varejista e no hábito do consumidor durante a Páscoa. Nesta época do ano aqui nos Estados Unidos estamos em lançamento de coleção primavera-verão, limpeza da casa que eles chamam de spring cleaning, tirar fotos de família num fotógrafo profissional, etc. Um sentimento de renascer que vem com a chegada da primavera.  Ao passo que, no Brasil, o foco tanto do empresário quanto do consumidor, está na Páscoa, na representação que esta data possui; seja essa representatividade material ou espiritual, os holofotes do comércio estão (ou espera-se que estejam) voltados para ela.  
De acordo com a publicação da NRF - National Retail Federation do dia 20 de Março (Spring Apparel, Candy to Send Easter Sales Past US$ 16 Billion), mesmo com os preços altos do combustível, a pesquisa conduzida pelo BIGinsight apontou que os Americanos irão gastar em torno de US$ 145,28 em média este ano, consumindo qualquer coisa, desde roupas, chocolates e decoração. Isto significa 11% acima do que foi a média do ano passado, US$ 131,04.  A expectativa é que as vendas alcancem US$ 16.8 bilhões.
O comportamento do consumidor brasileiro está começando a demonstrar diversificação no consumo. De acordo com a matéria Varejo otimista nesta Páscoa, publicada no site monitor mercantil, este ano o comércio de chocolates continua em alta, representando 86% das vendas. Contudo, roupas, sapatos e acessórios com 3%, celulares e smartphones 2%, eletrônicos 2% serão considerados presentes para celebrar esta data.  Na Páscoa de 2011, as preferências ainda foram para os ovos de chocolate, 91%, mas roupas, sapatos e acessórios venderam 4% durante a Páscoa.
O gasto médio dos brasileiros, esperado para a Páscoa de 2012 para 64% dos varejistas, será de R$ 50; e, de acordo com os entrevistados, 49% das compras serão à vista e 51% a prazo.  Na Páscoa de 2011, as expectativas de consumo para 70% dos varejistas entrevistados também apontaram um consumo médio de R$ 50. 
Parece que, o hábito de consumo do brasileiro no período Pascal está se aproximando timidamente do consumidor norte-americano nesse período.
A questão é, será que o varejista brasileiro está atento para esta diversificação e possível mudança no hábito do consumidor? Será que está atento às possibilidades de vendas de produtos sem representatividade pascal, a princípio, para este período?

26/02/2012

Varejo usa treinamento para reter funcionários


Com pontos negativos como trabalho durante os finais de semana, jornada de trabalho prolongada e salários pouco atraentes — além da concorrência cada vez maior dos shopping centers pelos profissionais —, muitas empresas do setor varejista começam a mudar sua gestão de pessoal. 
Grupos como Carrefour, Wal-Mart e Magazine Luiza buscam desmistificar a idéia de que o varejo só oferece trabalhos temporários, onde não é possível construir carreiras sólidas, e investem cada vez mais na capacitação e retenção destes profissionais, especialmente diretores de lojas e gerentes, incutindo neles a cultura da empresa e a possibilidade de ascensão profissional.
A expansão de algumas redes tem colaborado para promoções e novas contratações. 


No Magazine Luiza o vendedor é visto como o carro-chefe da empresa.
“É o vendedor quem fideliza o consumidor, pois seu trabalho se baseia no relacionamento. Ele cria uma carteira de clientes que se tornam fiéis ao vendedor e à empresa”, acredita a diretora de RH Telma Geron. 
Visando principalmente este colaborador, a empresa adota medidas como incentivos e promoções, que buscam reter este profissional. 
A comunicação corporativa é uma delas. 
No final do ano passado, foi criada a TV Luiza — canal interno exibido todas as quintas-feiras durante 45 minutos antes da abertura das lojas — que pretende aproximar todos os 9,5 mil colaboradores.
 “A idéia também é fomentar o negócio, apresentar desafios e promoções, divulgar produtos e fazer treinamentos rápidos”, explica a diretora de RH. 
A Internet também é ferramenta de aproximação. 
Pela intranet os colaboradores podem fazer sugestões para melhorar o dia-dia dos negócios.
Os melhores recebem gratificações de até R$ 300. 
As críticas e queixas são atendidas pelo telefone diretamente pela diretora de RH ou a superintendente da organização, Luiza Helena Frajano. 
A diretora de RH diz que a principal ação da empresa é mostrar para seus funcionários uma administração aberta e fazer com que os seus colaboradores se sintam parte integrante do negócio.
Com isso, a rotatividade vem diminuindo no Magazine Luiza. 
Cerca de 40% do corpo de funcionários já está na empresa há mais de três anos. 
Parte deles provém das aquisições de algumas redes que a empresa realizou nesta época e contabilizaram em 300 novas lojas — metade do grupo. 


A rede de supermercados Carrefour, por exemplo, destinou R$ 24 milhões para capacitação de seu pessoal em 2006. 
Medidas como formação de líderes reduziram o turn over (rotatividade) em 20% nos últimos 18 meses. 
Antes disso, esse percentual atingia os 34%. 
Na empresa, atuam 45 mil funcionários — sendo 40 mil diretamente ligados ao setor de vendas.
Em 2006, o Carrefour tem a previsão de abrir 15 novas lojas, com a criação de quatro mil novos empregos. 
“Isso amplia a perspectiva de carreira, uma vez que serão 15 novos diretores de loja e pelo menos 50 novos gerentes”, revela a diretora de recursos humanos da rede, Renata Moura. 
Desde o início do ano já foram realizadas 193 promoções internas. 
“No dia-a-dia surgem muitas oportunidades. Nossa prioridade é o recrutamento interno, mas também trazemos profissionais de fora”, conta Renata. 
A empresa enfoca as ações no planejamento estratégico de líderes.
“O Carrefour acredita que uma boa equipe só funciona se tiver um bom líder.”


Na rede Wal-Mart, os colaboradores de loja são considerados pela empresa como aqueles que fazem a diferença no negócio.
“Eles são a sustentação de tudo, são eles que se relacionam diretamente com os clientes”, acredita a diretora de desenvolvimento organizacional do Wal-Mart Brasil, Susana Raposo.
A empresa enxerga os líderes como os facilitadores deste processo e por isso vem investindo, ao longo deste ano, na qualificação de médias lideranças e formação de líderes. 
A comunicação interna também é explorada pela companhia. 
No início do mês, a empresa inaugurou um canal interno de televisão, chamado TV Wal-Mart. 
“O varejo vem se redesenhando nos últimos sete anos. Foi o segmento que mais se modificou e hoje é altamente profissional”, acredita. 
Segundo a diretora, o setor adquiriu expertise e vem se cercando de profissionais qualificados. 
“Atualmente, o varejo é um segmento tão atraente quanto qualquer outro setor. 
Prova disso são os nove mil currículos, em média, que recebemos, a cada anúncio de postos de trabalho”.
Presente com 296 unidades em 17 estados, o Wal-Mart vai investir R$ 600 milhões na abertura de 15 novas lojas este ano, o que deve gerar cinco mil empregos diretos.