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| Por: Chrystina Huskey |
A primeira coisa que me chamou a atenção, numa das minhas visitas ao Wal-Mart, foi que não havia aqueles ovos de páscoa maravilhosos, enormes, que temos nos supermercados brasileiros. Eu quero dizer corredores cheios de ovos de chocolate, de diversos tamanhos, expostos do chão ao teto. Aqui nos Estados Unidos o que temos, nessa época, além das barras de chocolate, comuns a qualquer época do ano no Brasil, são coelhos de chocolate e pequenos ovos pascais. Nada comparado à diversidade de formatos, tamanhos, cores e sabores, à qual o brasileiro está acostumado.
Uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil está na visão empresarial do varejista e no hábito do consumidor durante a Páscoa. Nesta época do ano aqui nos Estados Unidos estamos em lançamento de coleção primavera-verão, limpeza da casa que eles chamam de spring cleaning, tirar fotos de família num fotógrafo profissional, etc. Um sentimento de renascer que vem com a chegada da primavera. Ao passo que, no Brasil, o foco tanto do empresário quanto do consumidor, está na Páscoa, na representação que esta data possui; seja essa representatividade material ou espiritual, os holofotes do comércio estão (ou espera-se que estejam) voltados para ela.
De acordo com a publicação da NRF - National Retail Federation do dia 20 de Março (Spring Apparel, Candy to Send Easter Sales Past US$ 16 Billion), mesmo com os preços altos do combustível, a pesquisa conduzida pelo BIGinsight apontou que os Americanos irão gastar em torno de US$ 145,28 em média este ano, consumindo qualquer coisa, desde roupas, chocolates e decoração. Isto significa 11% acima do que foi a média do ano passado, US$ 131,04. A expectativa é que as vendas alcancem US$ 16.8 bilhões.
O comportamento do consumidor brasileiro está começando a demonstrar diversificação no consumo. De acordo com a matéria Varejo otimista nesta Páscoa, publicada no site monitor mercantil, este ano o comércio de chocolates continua em alta, representando 86% das vendas. Contudo, roupas, sapatos e acessórios com 3%, celulares e smartphones 2%, eletrônicos 2% serão considerados presentes para celebrar esta data. Na Páscoa de 2011, as preferências ainda foram para os ovos de chocolate, 91%, mas roupas, sapatos e acessórios venderam 4% durante a Páscoa.
O gasto médio dos brasileiros, esperado para a Páscoa de 2012 para 64% dos varejistas, será de R$ 50; e, de acordo com os entrevistados, 49% das compras serão à vista e 51% a prazo. Na Páscoa de 2011, as expectativas de consumo para 70% dos varejistas entrevistados também apontaram um consumo médio de R$ 50.
Parece que, o hábito de consumo do brasileiro no período Pascal está se aproximando timidamente do consumidor norte-americano nesse período.
A questão é, será que o varejista brasileiro está atento para esta diversificação e possível mudança no hábito do consumidor? Será que está atento às possibilidades de vendas de produtos sem representatividade pascal, a princípio, para este período?

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